A resposta para esta pergunta (ou melhor, as respostas) varia de acordo com quem está sendo o interlocutor da história. Para os gestores e gestoras, estaduais e municipais, os cursos são de péssima qualidade e pouco atraentes aos discentes. Para os estudantes, que almejam uma boa condição financeira e qualidade estrutural de trabalho, com ética e moral, é pouco ou nada atraente trabalhar em ambientes contaminados pela desvalorização profissional do educador brasileiro.
Com salários defasados, tendo que trabalhar até três turnos diários, sendo coagidos pelos gestores(as), com falta de incentivos para formações e especializações para melhorar e desenvolver um bom trabalho nas escolas, com Planos de Carreiras desatualizados e não respeitados, além das diretrizes (PNE, PME, Estatutos e etc) ignorados pelos governadores e prefeitos, os estudantes de licenciatura se veem em uma situação pouco confortável para prosseguirem na carreira da docência.
Segundo um estudo feito pelo INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, cerca de 58% dos estudantes de licenciaturas abandonam os cursos antes de concluir todas as disciplinas. A maior causa disso é justamente a pouca atratividade e boas perspectivas em um trabalho que apresenta aspecto muito desgastante como o magistério se apresenta na atualidade no Brasil.
Uma das maiores mazelas não são só a questão dos salários defasados, de propósito, pelos(as) gestores(as) que, segundo a Meta 18 do PNE (Lei nº 13.005/2014), obriga que a União, os Estados, Distrito Federal e os Municípios garantam planos de carreira e remuneração para os profissionais da educação escolar básica pública (consolida pelo art. 61 da LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).


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