Em época de eleições em Açailândia, veja a atualização do BPS - Boletim de Perdas Salariais, dos profissionais da educação municipal referente ao mês de setembro.

    O mês de setembro de 2024 já está praticamente nos seus últimos dias, dando um "oi" ao mês de outubro. Uma coisa que deixa os profissionais da educação açailandense revoltados é saber que o Prefeito Aluísio Sousa, juntamente com a Secretária de Educação, Karla Janys, gestores da cidade, não estão nem um pouco preocupados com a valorização da classe. Muito menos com o pagamento dos retroativos e da defasagem salarial de mais de 21% (desde de janeiro de 2022) causada por aqueles que deveriam zelar e prezar pela melhoria dos serviços públicos. Por tanto, são exatos 33 meses que os professores e professoras labutam para receber os proventos financeiros que já são deles por direito e que servem especificamente para manter os seus vencimentos básicos.
    Um fato preocupante é que nestas eleições municipais de 2024 poucos candidatos demonstraram empatia para com os servidores públicos, veja nossa publicação sobre a análise dos Planos de Governos dos candidatos à vaga de prefeito(a) de Açailândia.
    A cada dia que se passa a gestão demonstra sua incapacidade de lidar e gerir os valores com o bem público, principalmente com relação à educação básica. Veja abaixo a tabela salarial dos professores de 40h, 25h, dos técnicos e supervisores da cidade de Açailândia e tire sua própria conclusão.
    Para se ter uma ideia dos valores envolvidos nessa questão, vamos pegar três exemplos práticos (um para cada cargo).
1º Exemplo:
Professor(a) de 40h que esteja na Classe F e Nível III:
Ele(a) possui vencimento atual igual a R$ 7.497,27, porém, sem a defasagem salaria de 21,06%, deveria ter vencimento inicial igual a R$ 9.076,07. Isso equivale a uma perda mensal igual a R$ 1.578,79, o que gera uma perda salarial (de janeiro de 2023 a setembro de 2024) no montante aproximado a R$ 34.786,40.
2º Exemplo:
Professor(a) de 25h que esteja na Classe H e Nível IV:
Ele(a) possui vencimento atual igual a R$ 5.941,19, porém, sem a defasagem salaria de 21,06%, deveria ter vencimento inicial igual a R$ 7.192,07. Isso equivale a uma perda mensal igual a R$ 1.250,88, o que gera uma perda salarial (de janeiro de 2023 a setembro de 2024) no montante aproximado a R$ 27.562,84.
3º Exemplo:
Supervisor(a)/Técnico(a) que esteja na Classe E e Nível III:
Ele(a) possui vencimento atual igual a R$ 10.199,47, porém, sem a defasagem salaria de 21,06%, deveria ter vencimento inicial igual a R$ 12.758,91 Isso equivale a uma perda mensal igual a R$ 2.559,44, o que gera uma perda salarial (de janeiro de 2023 a setembro de 2024) no montante aproximado a R$ 47.331,28.

É importante salientar que nestes valores não estão inclusos:
  • Formação continuada - 10% sob o vencimento base;
  • Gratificação de difícil acesso para quem tem direito;
  • Quinquênio - 5% a cada cinco anos de efetivo exercício, sob o vencimento base;
  • Terço de férias está incluso - proporcionais apenas aos doze meses de 2023, sob a remuneração;
  • Décimo terceiro está incluso - proporcionais apenas aos doze meses de 2023, sob a remuneração;
  • Gratificação para os(as) professores(as)/supervisores(as) que pertençam à escola em tempo integral;
  • E demais gratificações que o(a) professor(a)/supervisor(a)/técnico(a) tiver direito no período janeiro de 2023 a setembro de 24.
    Além destes vultuosos valores da defasagem salarial de 21,06% (janeiro de 2022 até os dias atuais), há também os retroativos dos professores de 40h referente ao período de janeiro de 2020 a novembro de 2021, quando o reajuste foi de 12,84%.


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